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Transtorno Bipolar: Como identificar e lidar com ele?

Há um senso comum de quando uma pessoa muda de humor rapidamente, por algo ter lhe chateado, e os outros utilizarem da expressão “você é bipolar”. Na prática, estima-se que, no Brasil, existam seis milhões de pessoas com bipolaridade, que é um transtorno complexo e precisa de diagnóstico.

O Transtorno Bipolar é um problema pouco comum se comparado a outras questões como ansiedade e depressão, mas ainda causa problemas para muitas pessoas. Sua característica mais notável é a mudança de humor, marcada pela presença de depressão e euforia.

Há um senso comum de quando uma pessoa muda de humor rapidamente, por algo ter lhe chateado, e os outros utilizarem da expressão “você é bipolar”. Na prática, estima-se que, no Brasil, existam seis milhões de pessoas com bipolaridade, que é um transtorno complexo e precisa de diagnóstico.

Dia 30 de março é marcado como o Dia do Transtorno de Bipolaridade, a data é a mesma do aniversário do pintor francês Vincent Van Gogh, que foi diagnosticado, postumamente, como provável portador do transtorno.

A celebração tem como principal objetivo conscientizar e eliminar o estigma social em relação à doença, levando informação e sensibilizando a população.

Baseado nisso, preparamos um artigo esclarecedor sobre transtorno de bipolaridade, confira:  

O que é o Transtorno Bipolar?

O traço mais evidente aqui é a transição entre dois estados emocionais muito intensos, e opostos. Um deles tem os sintomas comuns da depressão, como apatia e isolamento, e o outro é chamado de mania, com agitação e ideias grandiosas.

De acordo com o DSM-5 e o CID-10, (manuais internacionais de classificação diagnóstica), o Transtorno Bipolar pode ser destacado nos seguintes tipos:

Tipo I, II, transtorno ciclotímico e transtorno misto. 

No Tipo I, as fases de euforia podem ser tão fortes que a pessoa chega a se colocar em risco.

No Tipo II, a bipolaridade pode ser confundida com a depressão, e o estado de mania é visto por amigos e familiares como o momento no qual a pessoa está bem, pois o humor lembra a agitação de quando conquistamos algo importante.

A alternância dos estados não costuma ser imediata. A pessoa vai transitando, de alguns dias ou semanas com sintomas depressivos para um outro período com sintomas de agitação.

Em alguns casos, elementos específicos da rotina podem servir como um gatilho para a troca de estado. A pessoa pode mudar num certo dia da semana, num ambiente específico ou na presença de alguém, por exemplo.

Já no Transtorno Bipolar misto (ou não especificado) os sintomas indicam um Transtorno Bipolar, mas não são suficientes nem em números nem em tempo para se classificarem no tipo I ou II.

Por fim, o Transtorno Ciclotímico, considerado um quadro leve do Transtorno Bipolar, tem oscilações de humor mais rápidas, podendo ocorrer em um único dia. O indivíduo apresenta sintomas depressivos e de hipomania, geralmente marcados por excesso, impaciência, agitação e impulsividade, Entretanto, esses sintomas se apresentam de forma leve, muitas vezes sendo confundidos com personalidade difícil e irresponsabilidade.

Características

Muitas pessoas que sofrem desse transtorno relatam a sensação de uma dupla personalidade, uma eufórica, outra depressiva, como se ela não tivesse controle sobre nenhuma.

Tanto nos períodos de depressão quanto nos de mania existem muitos sintomas possíveis, que variam de pessoa para pessoa. Também podem haver “episódios mistos” nos quais os elementos das duas fases ocorrem ao mesmo tempo.

Listamos aqui alguns sintomas, confira: 

  • Depressão
  • Tristeza súbita 
  • Apatia 
  • Desinteresse 
  • Diminuição da libido 
  • Dificuldade em concentração 
  • Insônia 
  • Isolamento social 
  • Esquecimentos
  • Pensamentos suicidas 

Manias

  • Autoestima elevada
  • Autoconfiança 
  • Agitação psicomotora
  • Compulsão por falar 
  • Aumento da libido 
  • Irritabilidade e impaciência
  • Agressividade 
  • Mania de grandeza

Ao contrário do que muitos pensam, essa fase não é a “parte boa” do transtorno, muito pelo contrário. Marcada principalmente pela presença de ações irracionais, as pessoas que sofrem com a bipolaridade podem tomar atitudes que causam danos para si próprias ou pessoas próximas, como pedir demissão do emprego por se achar boa demais para ele, por exemplo.

Envolvimentos afetivos duvidosos, múltiplos parceiros sexuais, descontrole financeiro e alucinações e delírios em casos mais extremos são outros exemplos de sintomas possíveis.

Causas do Transtorno Bipolar

Ainda não se sabe efetivamente o que causa o Transtorno Bipolar, mas há estudos que comprovam ligações genéticas e alterações cerebrais específicas nos neurotransmissores que estão envolvidos no controle das nossas emoções. 

Ademais, fatores ambientais também podem influenciar diretamente na aparição desse problema. O ritmo de vida cada vez mais acelerado, trabalho, deslocamento, consumo de alimentos altamente industrializados, como também substâncias lícitas e ilícitas podem influenciar no nosso humor e motivar efeitos mais ativos da doença.

Diagnóstico 

A função de diagnosticar transtornos psicológicos, e indicar tratamentos para eles, cabe aos profissionais da psiquiatria e psicologia. Alguns terapeutas com essas formações podem atuar a partir delas, mas o objetivo da terapia em si não é esse. Sempre que possível procure um profissional capacitado. 

O diagnóstico é feito por meio de relatos feitos pelo paciente ou pessoas próximas e é um processo demorado, podendo levar anos para ser concluído, uma vez que seus sintomas podem ser facilmente confundidos com esquizofrenia, depressão, síndrome de pânico ou ansiedade. 

Quanto mais precoce for o diagnóstico, melhor para o indivíduo e todos do seu convívio social. Muitas pessoas ao passarem por estados de extrema euforia esquecem que isso pode ser algo negativo, negando a presença de oscilações e dificultando a procura médica. 

Terapia para o Transtorno Bipolar?

É muito comum, em espaços onde discutimos transtornos mentais, receber perguntas do tipo: qual técnica eu uso para ajudar alguém com esse problema?

Entenda que não existe uma técnica para curar a bipolaridade, é um transtorno sem cura, mas que pode ser controlado. Você jamais deve prometer isso aos clientes, pois essa ideia de “técnica mágica” afasta as pessoas do amadurecimento, necessário a todo ser humano. Além disso, prometer qualquer tipo de cura é ilegal.

O tratamento que controla esses sintomas inclui psicoterapia e mudanças no estilo de vida, como hábitos saudáveis e fim do consumo de substâncias psicoativas, por exemplo. A ideia é que a pessoa tenha uma rotina que evite os estímulos responsáveis por mudanças drásticas de humor, e desenvolva o próprio autoconhecimento para controlar melhor as emoções.

Conclusão

A bipolaridade é uma doença complexa, marcada por sintomas que vão além da mudança de humor repentina. Duas pessoas que sofrem com ela podem ter desafios emocionais muito distintos - digamos que uma foi abandonada pela família, e a outra passou por um abuso.

As experiências delas não podem ser reduzidas à bipolaridade, e é preciso olhar com muito cuidado para as diferenças em suas emoções. Cabe ao profissional, familiar, ou pessoa próxima respeitar a subjetividade da pessoa que sofre com esse transtorno e apoiar seu processo terapêutico em busca de uma maior qualidade de vida.

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Artigo publicado em:
15/03/2022
foto romanni

Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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