tipos de hipnose

Tipos de Hipnose: O seu guia completo

Conheça os vários tipos de hipnose e saiba como a Hipnose Transformacional se diferencia de todo o resto.

Ainda existem muitas perguntas sobre o que é a hipnose e quais tipos de hipnose existem. Esse artigo vai esclarecer as suas dúvidas sobre o assunto, e mostrar como a Hipnose Transformacional se diferencia de todo o resto!

A história da hipnose

Quase todas as culturas antigas possuem relatos apontando algum tipo de hipnose, como uma forma de cura, proteção ou uma maneira de experimentar novos estados de percepção.

No Egito, há mais de 5.000 anos, os “templos do sono” eram visitados por pessoas doentes, que recebiam um tratamento baseado em ervas relaxantes e orações rítmicas, induzindo a um estado de sono profundo onde elas poderiam encontrar, num sonho, a resposta para se curar.

Práticas semelhantes foram adotadas pelos gregos, e transmitidas aos romanos, ganhando as mais diversas formas ao entrar em contato com outras culturas antigas da Europa, mas sempre com um caráter místico.

Foi só em torno de 1780 que Franz Anton Mesmer, um médico alemão, desenvolveu as primeiras tentativas de abordar cientificamente o assunto - ainda muito confusas, como qualquer investigação realizada na época.

A teoria se baseava na existência de um fluido universal, que poderia ser canalizado pelo médico para ajudar o paciente a lidar com as aflições de sua mente, quando este alcançasse um estado de profundo relaxamento. Seu trabalho, que recebeu o nome de mesmerismo, nunca teve comprovação científica.

Nos anos 1840, o cirurgião escocês James Braid aplicou o primeiro registro conhecido de auto-hipnose, para mostrar que uma pessoa era capaz de induzir em si mesma o estado que outras atingiam através do mesmerismo.

James Braid passou a investigar o fenômeno, combinando a auto-hipnose com a aplicação das técnicas em outras pessoas, e tornou-se conhecido como a primeira pessoa a utilizar o termo “hipnose” para descrever um fenômeno físico e psicológico, com causas naturais, e não místicas.

Embora muitos tipos de hipnose tenham se desenvolvido desde então, Braid, ainda em 1845, já havia se posicionado contra diversos mitos sobre a hipnose que ainda perduram até os dias atuais. Numa carta enviada ao editor da revista The Lancet, a revista de artigos médicos mais tradicional no mundo, ele afirma:

"Eu adotei o termo "hipnotismo" para evitar ser confundido com aqueles que nutrem essas noções extremas (por exemplo, que a vontade de um mesmerizador tem um poder irresistível sobre seus súditos). [...] Eu reconheci claramente que o hipnotismo não pretendia produzir nenhum fenômeno que não fosse "totalmente harmonizado com princípios fisiológicos e psicológicos bem estabelecidos".

O método de Braid foi o mais praticado até os anos 1960, quando Milton Erickson, um dos psicólogos mais importantes no mundo à época, desenvolveu um modelo com base em sugestões indiretas, histórias, analogias e outras técnicas mais sutis.

Erickson também afirmava que a hipnose profunda - o estado em que a pessoa parece dormir - era apenas uma ferramenta, e os benefícios terapêuticos poderiam ser obtidos por seus pacientes sem que fosse preciso alcançar esse estado.

A Hipnose Ericksoniana trouxe a ideia de que o “estado” de hipnose, aquele associado com a sala escura, o senhor barbudo de terno e um pêndulo balançando, não é o único momento no qual alguém consegue modificar seus próprios pensamentos.

Estamos sujeitos a essa possibilidade em qualquer instante. Quando você lê um livro, por exemplo, seus pensamentos sobre o assunto mudam, e você não precisa respirar fundo, contar até três ou relembrar sua infância para isso - pelo contrário, está em perfeita consciência.

É daí que podemos afirmar a existência de um estado de hipnose permanente; já que a todo momento somos influenciados de alguma forma por outras pessoas (através da cultura, religião, aprendizados familiares, anúncios, lições de professores, opiniões de amigos...) mas também podemos realizar um processo interno capaz de mudar essas crenças e impulsionar novos comportamentos.

Os tipos de hipnose mais conhecidos

Aqui vai um resumo dos tipos que hipnose para você não ter dúvidas de como eles se diferenciam:

Hipnose Clássica

Procura reduzir o estado de consciência, facilitando a utilização de sugestões diretas (frases como: lembre de um momento feliz na sua infância). É ela que vai dizer “quando eu contar até 3, você fechará os olhos e vai dormir”.

Hipnose Ericksoniana

Trabalha com sugestões indiretas, oferecendo uma abordagem mais confortável. São frases como: experimente lembrar de um momento feliz na sua infância, quando fez um passeio com seus pais, ou quando ganhou um presente de Natal, por exemplo. Não busca o adormecimento, e pode trabalhar com pessoas em plena consciência.

Hipnose Conversacional

Utiliza métodos de persuasão (escassez, autoridade, urgência) para que as pessoas fiquem mais abertas à sugestão. O terapeuta diria algo como: a maioria dos meus clientes tem bons resultados quando pensa num momento feliz da sua infância, e nós podemos tentar algo parecido.

Essa técnica mostra que, se deu certo para outras pessoas, pode dar certo para mim (prova social). É provável que o cliente já comece a lembrar de um momento na infância antes mesmo que você peça.

Hipnose Clínica

É qualquer um desses modelos, aplicado em uma situação clínica. Não possui uma abordagem específica, é apenas a prática de alguma hipnose com o objetivo de ressignificar algo!

E a Hipnose Transformacional?

Em poucas palavras, ela é um método que parte do seguinte pressuposto: somos influenciados pelos estímulos do mundo, mas podemos assumir o controle.

Através da Hipnose Transformacional, pessoas que nunca tiveram as rédeas da própria vida, e precisam lidar todos os dias com baixa produtividade, vícios, relacionamentos problemáticos, descontrole financeiro, e vários outros problemas tão comuns, podem finalmente encontrar um meio de apontar o caminho que gostariam de seguir, e caminhar na direção escolhida!

O terapeuta que vai aplicar as técnicas transformacionais e o cliente que vai pagar para recebê-las não estão numa batalha de mentes, eles formam uma aliança pelo mesmo objetivo - a transformação positiva de vidas.

Por conta disso, o sucesso na Hipnose Transformacional depende dos dois. Sim, o terapeuta possui técnicas, ferramentas, histórias e demais recursos, mas é o comprometimento do cliente que irá conduzir a mudança.

É como uma relação professor-aluno.

Um professor apresenta as lições e os métodos de ensino, mas é o aluno que estudará e fará a prova. O processo é sempre ativo, e o cliente está no controle - podendo, inclusive, decidir que não vai implementar uma técnica, se ela não for condizente com sua visão de mundo.

Como funciona a Hipnose Transformacional

O Método Transformacional ajuda as pessoas nas mais diversas situações, atuando para construir uma nova vida através de uma nova comunicação. Essa comunicação, no entanto, é um pouco mais ampla do que pensamos normalmente. Ela inclui palavras, gestos e até pensamentos.

Comunicação Verbal: É aquela verbalizada através da fala, línguas, etc… Tudo que é expressado de maneira ativa usando palavras (incluindo sistemas como libras e braille).

Comunicação Não-Verbal: Aqui se encontram os gestos que fazemos, mesmo quando são inconscientemente e automático, sem ao menos percebermos. Também inclui a nossa aparência, o modo de andar e olhar, a pontualidade, a simpatia, e assim por diante.

Comunicação Interna: Realizamos a comunicação interna através dos pensamentos. Sabe aquela voz interior que te diz para fazer ou não fazer algo? Pois é! Ela é o que entendemos por comunicação interna.

Comunicação Externa: Esse tipo de comunicação tem a ver com os gatilhos externos que a todo tempo nos influenciam. Lembre-se que somos seres sempre influenciados por outros, desde o nosso nascimento, portanto, estamos expostos a tudo que acontece no meio onde vivemos.

Os modelos de comunicação compõem histórias que, a todo momento, contamos para nós mesmos. Essas histórias, por sua vez, guiam as nossas ações, e as ações definem como será a nossa vida.

Uma nova comunicação, portanto, significa uma nova vida.

Todos esses conceitos de comunicação trabalham em conjunto no Ciclo da Hipnose Transformacional. A partir dela é criado um Estado, e esse estado é o que chamamos de Hipnose.

A Hipnose que discutimos aqui não tem a ver com as hipnoses tradicionais. Neste contexto, ela é uma percepção que alguém tem sobre a vida, ele mesmo e as outras pessoas. São nossas emoções e visões de mundo que sustentamos por algum motivo, e todos nós vivemos num Estado de Hipnose.

Vamos supor que uma pessoa tem problemas para falar em público, por exemplo, pois acredita que todos irão rir dela por algum motivo. Isso é um Estado de Hipnose. Outra pessoa, confiante de que vai subir ao palco e conquistar a plateia, vive um estado diferente.

Todo Estado de Hipnose pode ser mudado através de dois princípios - ressignificação e clareza. Esse é um dos grandes diferenciais que o Método Transformacional possui em relação aos outros tipos de hipnose.

Ressignificação e clareza

As pessoas se transformam por esses dois caminhos: ressignificação e clareza. 

Ressignificação é o processo de fazer as pazes com a própria história, se transformar olhando para a sua vida e aprendendo com as experiências passadas, ao invés de ser governado por elas.

A clareza aumenta seu arsenal de habilidades, mostrando o que você precisa aprender ou como deve agir para alcançar um objetivo.

Vamos exemplificar: suponha que você queira gravar vídeos para se sentir mais confortável e se tornar um palestrante de sucesso.

A ressignificação pode ser útil para trabalhar o medo de falar em público, ou de enfrentar a câmera, mas ela não vai ajudar a construir um roteiro, negociar a palestra com uma empresa ou atrair mais pessoas - para isso é preciso ter novas habilidades, e a clareza é o meio para alcançá-las.

Os outros tipos de hipnose estão sempre focados na ressignificação, a mudança de emoções e pensamentos sobre as experiências que a pessoa teve e a forma como ela vê o mundo. Esse é um processo de grande importância, mas só representa a metade do caminho - sem clareza, nunca vamos chegar aos nossos objetivos.

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Artigo publicado em:
09/06/2022
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Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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