familiares toxicos

Como lidar com familiares tóxicos?

Quando convivemos com brigas, agressões físicas e verbais constantes em nosso lar, perdemos a paz no lugar mais importante. Infelizmente, há um número incontável de pessoas nessas situações, pensando em como lidar com familiares tóxicos.

Não há nada mais gratificante do que viver em um ambiente que nos oferece uma relação saudável e agradável com as pessoas ao nosso redor, principalmente quando passamos muito tempo nesse local, seja no trabalho ou em casa.

Já quando convivemos com brigas, agressões físicas e verbais constantes em nosso lar, perdemos a paz no lugar mais importante. Infelizmente, há um número incontável de pessoas nessas situações, pensando em como lidar com familiares tóxicos.

A boa notícia é que existem maneiras de “consertar” essas relações, e mesmo quando elas parecem não ter jeito, ainda podemos deixar as relações tóxicas para trás, construir um novo modelo de vida e nos tornar independentes para buscar a própria felicidade.

Isso vai exigir muita maturidade, e o caminho vai demandar escolhas difíceis, mas necessárias para chegar ao final. 

Identificando familiares tóxicos

Não é porque você brigou com alguém, ou está atravessando um período difícil na relação, que a outra pessoa é tóxica. Nós entendemos que as pessoas se encaixam na definição de familiares tóxicos quando estão impedindo a outra pessoa de crescer e tomar decisões sobre a própria vida.

As relações mais comuns são:

  • Filhos que apontam os pais como repressores, por sentir que não os deixam crescer e agir como adultos;
  • Pais que apontam os filhos como rebeldes e ingratos, quando eles deixam de cumprir suas ordens; 
  • Casais onde uma das partes sente que a outra não está contribuindo para a relação, ou está limitando a sua individualidade.

As relações com familiares tóxicos podem se dar em diversos níveis, e é normal que dentro de uma família aconteçam momentos bons e ruins. Pensar a família como um espaço que só vai despertar sentimentos agradáveis é uma completa idealização. O que vai diferenciar uma família saudável de uma disfuncional é como ela está lidando com as suas contradições e conflitos.

Na família disfuncional, uma ou mais pessoas simplesmente ficam limitadas enquanto indivíduos. Elas sofrem para manter relações dentro e fora da família, estudar, trabalhar e buscar seus sonhos, tudo porque a família consome as suas energias.

Quando essas relações se tornam abertamente violentas, é fundamental buscar todo tipo de ajuda possível para se libertar. Existem, no entanto, milhões de situações onde a pessoa é capaz de escapar sozinha daquele relacionamento, ou até fazer com que ele se torne saudável, se este for o seu desejo, e nos dois casos a mudança das próprias atitudes é o caminho mais seguro para avançar.

Veja bem: não estamos afirmando que a outra pessoa vem agindo de modo correto, nem que você precisa aceitar as atitudes dela, ou manter-se por perto se isso te faz mal. O que estamos dizendo é que você deve concentrar todas as suas energias nas únicas coisas que pode controlar: seus pensamentos e suas ações.

Quais os seus limites?

Em relações com familiares tóxicos é muito comum ouvir a pessoa que está sendo influenciada de modo negativo afirmar que a outra não respeita seus limites, pois está sempre tentando controlar sua vida.

Quando isso acontece, é sempre importante se questionar: você está respeitando os seus próprios limites? Você sequer reconhece quais limites são esses, e quando eles são cruzados? E o que faz a respeito?

A maioria das pessoas é capaz de entender que sua liberdade está sendo obstruída por familiares tóxicos, e reclamar sobre isso, mas poucas estão - de fato - agindo para respeitar o próprio espaço.

Essa é uma dinâmica comum entre pais e filhos: o adolescente, ou jovem adulto, sente que sua família não o respeita de fato como um adulto, mas não constrói a própria autonomia para ser visto dessa maneira pelo mundo.

Algumas pessoas chegam aos 25, 30, 35 anos, com inteligência e boa saúde, mas ainda dependem dos pais até para fazer um lanche no fim de semana, e raramente dedicam seu tempo para mudar essa situação.

Não é errado, por si só, tornar-se adulto e continuar vivendo com seus pais se a relação for saudável, mas você precisa construir a própria independência. Essa questão não é apenas financeira, é de maturidade: se você já é adulto há alguns anos e seus pais ainda não te veem assim, eles provavelmente nunca irão ver, a menos que você mostre com todas as provas possíveis. 

Tenha em mente que, ao afirmar-se dependente dos familiares tóxicos você está dando o poder da sua vida para eles, e tirando de si mesmo. Mesmo que a sua família pague as suas contas, você não depende dela para buscar algo a mais. Pense na sua situação atual dessa forma - uma situação - entendendo que você não depende dos outros para agir, e pode mudar a partir de agora.

Para isso será preciso expandir a sua visão, que hoje não tem possibilidades além da dependência. Tudo bem ter pensado assim, isso pode até ser consequência das relações tóxicas, mas esse é o momento de tomar consciência: existem outros caminhos.

Quem tiver interesse pode conferir neste vídeo algumas ideias para construir a sua independência financeira, que dará a base para ser independente nas futuras decisões.

Como lidar com familiares tóxicos e suas relações

Fortalecer o seu mundo interior para enfrentar o mundo exterior é o primeiro passo. Entenda que você não é um reflexo de quem está ao seu redor, e é possível reagir com emoções diferentes às ações das outras pessoas.

Sempre que nós dizemos “eu estou assim por que ele/ela fez isso” estamos dando poder aos familiares tóxicos; o poder de nos afetar e controlar as nossas emoções. É hora de recuperar esse poder, entendendo que o comportamento do outro não precisa determinar o seu.

O autoconhecimento tem um papel crucial nessa jornada, pois saber quem você é te dá maturidade para lidar com o mundo externo e se machucar muito menos - o que os outros dizem sobre você tem menos importância, pois você sabe que nada disso representa o seu interior.

Por outro lado, quando você não sabe quem é com clareza, as falas e ações de familiares tóxicos alcançam um lugar mais fundo na sua consciência - elas fazem você questionar se aquilo é verdade.

Um novo olhar para o outro

Com isso em mente, é hora de pensar em como você vai agir diante das pessoas e relações que estão impactando sua vida de formas negativas. Antes de mais nada, será preciso ter um olhar empático sobre o mundo, entendendo que tanto você quanto a outra pessoa precisam melhorar em diversos aspectos, e mesmo que ela não esteja disposta a isso, você não depende dela para estar.

Tenha em mente que empatia não é pena, nem é concordar com a outra pessoa, mas entender que ela age com base no próprio mundo interno, nos próprios pensamentos e emoções, e não com base no que você espera.

Essa é uma visão que pode diminuir o sofrimento, pois mesmo não corrigindo as atitudes de alguém, impede que as suas expectativas sejam quebradas por essa pessoa.

Ofereça ajuda, se estiver ao seu alcance

Você pode, inclusive, oferecer ajuda para que a outra pessoa amadureça e pare de machucar quem está ao redor dela, mas não é sua obrigação.

Faça isso se estiver confortável em agir dessa maneira, e se a outra pessoa demonstrar interesse em mudar. Lutar para que alguém mude, se a outra pessoa não está disposta a isso, é o esforço mais pesado que alguém pode fazer, e ao mesmo tempo é o mais desperdiçado.

A sua energia seria muito mais proveitosa sendo aplicada na melhoria da própria vida, e das pessoas que desejam receber ajuda. Você ainda pode estar à disposição dessa outra pessoa, se quiser, mas só quando ela apresentar algum sinal de mudança.

Tem muita gente no mundo querendo ajuda e esperando para receber amor, e a nossa vida tem um tempo limitado aqui na Terra. Por que não entregar o seu tempo para quem está disposto a valorizá-lo?

O primeiro passo nessa direção é buscar o seu espaço, e sim, talvez seja preciso se afastar.

Encontre a sua individualidade

Entenda isso como uma forma de amadurecer a sua identidade, compreendendo o próprio valor ao estar mais longe daquela pessoa tóxica, e também uma forma de permitir que a outra pessoa amadureça ao ter que lidar com as próprias questões emocionais sem despejá-las em você.

Na relação atual, nenhum dos dois está conseguindo evoluir, pois uma dependência foi construída entre ambos, e um dos lados precisa quebrar a relação para quebrar a dependência.

Quando o afastamento físico não é possível, se afaste emocionalmente. Isso significa que, apesar de estar convivendo na mesma casa, você vai buscar novas referências para ampliar sua visão de mundo e ocupar a sua mente com estímulos positivos.

Participe de grupos, presenciais ou virtuais, onde as pessoas estejam alimentando umas às outras com amizade, fortalecimento e coragem. Dessa forma será mais fácil perceber o seu valor individual, encontrar formas de se libertar (emocional ou financeiramente) da relação e viver em paz.

O Movimento Transformacional é um exemplo disso, e as portas estão abertas para te receber em nossa comunidade com mais de 3.500 pessoas!

Entenda que se afastar, de forma física ou emocional, não significa abandonar a outra pessoa. O amor que você sente por ela continua a existir, mas é preciso abandonar a relação para construir algo novo.

  • Se o problema é com o pai ou mãe que não te vêem como adulto, é preciso crescer e agir dessa forma.
  • Se o problema é menosprezo na relação de casal, é preciso se colocar como prêmio e mostrar à outra pessoa o quanto você se valoriza. Caso a outra pessoa também esteja disposta a consertar a relação, vocês serão capazes de criar algo ainda melhor após o afastamento - sem depender um do outro para nada!

Em ambos os casos, quanto mais tempo você espera para resolver a situação, mais dependente se torna. Quanto mais rápido agir, mais cedo será possível ter um relacionamento verdadeiro, com respeito e amor entre duas pessoas que estão próximas pelo desejo de estar, e não por qualquer título de parentesco ou necessidade problemática que esteja sustentando a relação agora!

Artigo publicado em:
13/05/2022
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Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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