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4 Mitos sobre terapia que estão impedindo você de buscar ajuda

Por ser uma atividade com grande impacto na vida de seus participantes, a terapia desperta dúvidas e até um certo receio na maioria das pessoas. São questões válidas, mas que costumam se apoiar em mitos sobre a terapia, e não em verdades atestadas por quem já realizou um processo terapêutico.

Infelizmente, estes mitos sobre a terapia são como uma barreira que impede as pessoas de buscar ajuda, e precisam ser desconstruídos o mais rápido possível!

4 grandes mitos sobre terapia

  • Para fazer terapia é preciso trabalhar algo no passado
  • Terapeuta é tudo igual
  • Terapeutas devem ser psicólogos/psiquiatras
  • Para fazer terapia é preciso ir a um consultório/clínica

1. Para fazer terapia é preciso trabalhar algo no passado

Em filmes, séries e novelas um processo terapêutico é quase sempre uma regressão, em que o participante precisa descobrir algum trauma do passado para compreender o que está acontecendo no seu presente, e lidar com isso da melhor forma possível.

Esse mito sobre a terapia se deve ao grande reconhecimento que a psicanálise conquistou nas últimas décadas.

A psicanálise é um método sério de investigação psicológica e terapia, com grande valor para a nossa sociedade, mas não é a única forma de aliviar o sofrimento que você pode estar sentindo no presente.

O bem-estar e a saúde emocional podem ser considerados um destino, com muitos caminhos e veículos disponíveis. Você pode trabalhar algum aspecto do passado, mas existem outras opções, com foco no presente - que é, afinal, onde todos nós vivemos.

Pessoas com um evento traumático no passado não são afetadas apenas pela experiência, mas também por todas as memórias e percepções que construíram a partir desse momento inicial. Você pode ter sido vaiado na frente de toda a escola, e passou a ter ansiedade sempre que precisa falar em público.

Em outras apresentações, o medo de sofrer uma nova humilhação fez com que você não conseguisse ter um bom preparo - na hora de estudar, só conseguia lembrar das vaias. Essa falta de preparo aumentou a ansiedade.

Já durante a apresentação, seu foco estava nas reações de quem assistia. Bastava ver alguns colegas rindo no fundo da sala (de algo que provavelmente não tinha nada a ver com você) para despertar mais uma vez o pavor.

Esses momentos posteriores ajudaram a reforçar as conexões neurais criadas no primeiro evento, e o processo se repetiu a cada nova apresentação, ou até mesmo quando você lembrou das anteriores.

Existem modelos de terapia, como a Hipnose Transformacional, que irão lidar com a ansiedade, o medo e as memórias negativas (ou qualquer outro desafio que requer a terapia) no presente, ajudando você a ter uma experiência de segurança nas próximas apresentações, por exemplo.

Isso dá espaço para que novas conexões sejam criadas, associando memórias positivas à ideia de falar em público e efetivando um processo terapêutico nesta área sem realizar uma profunda viagem ao passado.

2. Terapeuta é tudo igual

Quando uma pessoa sente que é hora de fazer terapia, costuma buscar um profissional da área como se não houvesse diferença entre eles - faz uma busca no Google (ou na lista telefônica, para quem ainda usa) e escolhe o mais próximo ou o mais barato. Outro caminho é fazer terapia com alguém indicado por um amigo ou familiar.

Esse comportamento é normal - é assim que a maioria de nós escolhe profissionais de outros campos, e quase sempre dá tudo certo. No entanto, a abordagem utilizada por um(a) terapeuta, e até mesmo sua própria história de vida, terão grande influência nos resultados do processo.

Esse é um dos mitos sobre terapia mais prejudiciais: se você acredita que todos são iguais, mas não se sente confortável com a primeira opção, pode acreditar que o problema é com a terapia, e não com o(a) terapeuta!

Cada profissional terá suas crenças, métodos e ferramentas, além das próprias experiências, que irão influenciar seu modelo de trabalho. Alguns são mais enérgicos, e outros mais acolhedores, por exemplo. Há quem pressione um pouco mais e quem evite cobrar resultados.

Um modelo não é melhor ou pior que o outro, apenas mais adequado para certos grupos de pacientes. Você pode fazer experiências até encontrar uma boa conexão.

3. Terapeutas devem ser psicólogos/psiquiatras

Além de ser uma grande polêmica na área, esse também é um dos grandes mitos sobre terapia. Bons profissionais precisam estudar - muito - e se preparar cada vez melhor, mas a formação em Psicologia ou especialização em Psiquiatria não são os únicos caminhos para isso.

Os profissionais com essas formações podem atuar em hospitais, escolas, órgãos de justiça (avaliando os casos ou acolhendo as vítimas) e assim por diante, direcionando as pessoas com quem trabalham para a terapia quando julgarem necessário.

Por outro lado, terapeutas podem ter algum título em Psicologia ou Psiquiatria, mas esta não é uma obrigatoriedade, nem uma certeza do seu caráter ou habilidade - não é preciso dizer que existem bons e maus profissionais em qualquer área, e com qualquer formação, certo?

Você pode buscar por terapeutas com um credenciamento em associações respeitadas na área, e sempre há a opção de realizar um encontro inicial, sem compromisso, para que os dois lados possam se conhecer melhor.

4. É preciso ir a um consultório/clínica

Para milhões de pessoas, ir à clínica de um(a) terapeuta é, no mínimo, desconfortável. Você pode acreditar que isso confirma a existência de algum problema em sua saúde mental - algo que ainda é visto com muito preconceito, ou simplesmente não se sente bem em qualquer ambiente com “cara” de hospital.

Apesar de válidas, essas questões não devem impedir você de realizar um processo terapêutico.  Existem profissionais dispostos a fazer sessões na própria casa, num lugar aberto, como um parque, ou num escritório sem os tradicionais elementos de um consultório, por exemplo.

Além disso, não custa nada lembrar que a terapia também pode ocorrer de forma online. Ferramentas como Skype e Zoom são muito usadas nesse contexto, e as plataformas onde é possível encontrar profissionais especializados no atendimento virtual estão se tornando cada vez mais comuns.

Se você acreditava em alguns desses mitos sobre terapia, espero que o artigo tenha esclarecido a questão, para que agora você possa buscar um processo terapêutico adequado aos seus desafios!

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Artigo publicado em:
18-06-2021
foto romanni

Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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