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10 sinais de que você está sendo figurante na própria vida

São pessoas que estão em papéis secundários, pois não tem controle consciente sobre as próprias decisões, e muito menos sobre o que acontece no mundo. E você?


Você já sentiu que não está no controle da própria vida? É como se as coisas acontecessem ao seu redor, e você tivesse apenas de lidar com as consequências, sem influenciar diretamente no que ocorre.

Para algumas pessoas, isso vai durar um certo período. Pode ser a semana de provas na faculdade, a demissão de um emprego ou o fim de um relacionamento, por exemplo. Eventos como esses ocorrem e fazem tudo parecer fora de controle.

Não é sobre isso que eu estou falando; é sobre algo muito mais profundo - uma experiência que afeta a grande maioria da população, criando um misto de ansiedade e desilusão capaz de paralisar completamente os avanços em suas vidas.

Nesses casos há uma falta quase absoluta de controle, que se estende por meses ou anos. Você acorda, passa o dia lutando para cumprir todas as tarefas - ou talvez lutando para sair da cama e fazer alguma coisa - e vai dormir esperando que amanhã seja melhor.

Acorda mais uma vez, e tudo continua igual. A sensação é a de estar preso naquelas rodinhas onde os ratos podem brincar dentro da gaiola. Não importa se ele corre até cansar, ou se fica olhando para a roda, nada muda de verdade.

Figurante x Protagonista

É assim que se passa a vida de quem age como figurante. São pessoas que estão em papéis secundários, pois não tem controle consciente sobre as próprias decisões, e muito menos sobre o que acontece no mundo.

Quando você está nessa posição, dificilmente consegue uma grande conquista, algo que exige anos para ser construído passo a passo. Essas realizações estão reservadas para quem assume o papel de protagonista, a pessoa que faz sua história mudar a partir das próprias decisões e da transformação interna.

Se você gosta de algum livro ou filme, sabe que o protagonista sofreu muito. No começo da história, a vida dele é totalmente influenciada pelos fatores externos: fugir de uma ameaça, se fechar com o fim de um relacionamento, perder o emprego, e assim por diante.

O protagonista é colocado numa situação, mas em certo ponto da história percebe que é capaz de deixá-la. Não será fácil - ainda haverá sofrimento e dificuldade, mas agora também há controle para ir além das circunstâncias; agir ao invés de reagir.

Quando essa linha é cruzada, o protagonista inicia um processo de transformação interna e externa que tem como resultado a conquista dos seus objetivos. Esse resultado, o sonho alcançado, não caiu do céu - ele foi o fruto de todas as ações que o protagonista tomou, começando pelo entendimento de que ele é o dono da própria história!

A partir de agora, você pode tomar a mesma ação. Confira estes sinais de que você está sendo figurante na própria vida, e como revertê-los para se tornar protagonista!

10 sinais de que você está sendo figurante na própria vida

Se você experimenta apenas uma ou duas entre as situações abaixo, provavelmente já assumiu o protagonismo e está numa jornada de transformação. Não é preciso se preocupar: as coisas vão dar certo, desde que você cuide desses aspectos para não deixá-los ganharem mais controle.

Caso você se identifique com vários deles, é a hora de acender o alerta! Talvez seja preciso assumir uma nova postura frente à vida e conduzir sua própria história.

1. Todos os dias parecem o mesmo

Você acorda, olha o celular, lava o rosto, come, vai trabalhar. Após algumas horas repetindo exatamente as mesmas funções no trabalho, você volta para casa. Se tiver sorte, vai poder jantar com a família. Você liga a TV, vai para as redes sociais ou assiste alguns vídeos, até se cansar e dormir.

Esse é apenas um exemplo - existem muitos outros, e só você saberá qual é o seu. A chave é perceber se os seus dias começam, acontecem e terminam da mesma forma ou não.

Existem várias provas de que uma rotina muito limitada prejudica a criatividade, te impede de ver novas oportunidades no mundo e não traz desafios que ajudem a crescer. Para quem notar esse sinal, existem várias formas de ter mais controle. Você pode começar um curso, sair com pessoas diferentes, visitar um novo lugar, escolher um hobbie, e por aí vai.

2. A maioria das suas conversas é sobre o tempo, outras pessoas ou reclamações

Quando você encontra algum conhecido na rua ou no trabalho, parece até que existe uma programação indicando como será a conversa.

- Oi, tudo bem?

- Tudo, e você?

- Bem também. E aí, o que tem feito? (como vai o trabalho, a faculdade, o namoro…)

- Ah, nada demais, e você?

A partir daí o alcance das conversas passa por frases prontas sobre o clima, perguntas que envolvem as notícias de ontem ou uma troca de novidades sobre quem fez o que.

Cada interação com outra pessoa é uma oportunidade para aprender mais sobre ela, o mundo e até sobre nós mesmos, além de fortalecer relacionamentos que podem ser benéficos para os dois. Tente aproveitar melhor esses momentos - uma dica é pensar em perguntas interessantes para fazer numa conversa e conduzir melhor esses encontros.

3. Você odeia o seu trabalho

Não é que você está chateado e sonha com algo diferente, é que você realmente detesta as suas funções atuais. Esse é um dos sinais mais comuns - no Brasil, 72% das pessoas está insatisfeita com o trabalho48% pensam em fazer uma transição de carreira.

É fácil perceber os traços dessa insatisfação: sempre que o fim de semana chega você fica animado, e mal pode esperar pela sexta (ou sábado). O fim de semana chega e voa embora - antes que você perceba, já é domingo à noite e a maior parte do tempo foi gasta descansando ou se distraindo, não sobrou energia para fazer algo genuinamente divertido.

A noite de domingo é uma tortura, é como se você tivesse que matar todos os seus sonhos novamente, um por um, e entrar no estado de espírito depressivo com o qual enfrentará o trabalho mais uma vez na segunda de manhã.

A resposta mais óbvia é trocar de emprego; muitas pessoas também pensam em abrir um negócio próprio, mas existe uma terceira opção, que é extrair mais do seu trabalho atual. Pense em como poderia surpreender as pessoas e fazer elas confiarem mais em você, abrindo as portas para novas oportunidades. A ideia é gerar valor, para receber valor.

4. Você não consegue sair e se divertir sozinho

Fazer algo significa que você precisa encontrar um ou dois amigos que se interessem pelo mesmo programa e estejam disponíveis no mesmo dia. Sair sozinho nem passa pela sua mente, a menos que seja por uma obrigação.

O próprio pensamento de ir à praia, ao cinema ou ao restaurante por conta própria parece estranho, desconfortável ou assustador, como se não fizesse parte da nossa realidade.

É um padrão normal, pois desde a juventude a maioria das pessoas costuma sair apenas para socializar. O problema é quando esse padrão se torna uma regra, e nunca é questionado, nos levando a perder chances de conhecer lugares, ter experiências diferentes e formar novas relações.

A saída é bem direta: comece a sair por conta própria, sem uma obrigação para cumprir. Fazer viagens e ter grandes aventuras é sempre bem vindo, mas você pode começar aos poucos, dando uma volta no quarteirão ou sentando na sorveteria da esquina, por exemplo.

5. Você passa pelos mesmos lugares o tempo inteiro

Não importa se é para ir ao trabalho ou à padaria, você desliga a mente enquanto atravessa o mesmo caminho e liga de novo quando chega ao destino. São sempre as mesmas fachadas, as mesmas árvores, as mesmas pessoas.

É lógico que existem caminhos fáceis e rápidos para chegar aos lugares, mas você ainda pode andar cinco minutos a mais para atravessar uma praça bonita ou conhecer uma nova parte do seu bairro. Muitas pessoas não sabem como é a rua atrás da própria casa, e sofrem quando um entregador aparece pedindo ajuda para se localizar.

Mesmo em áreas super urbanizadas, é bem provável que exista um rio, um bosque ou pelo menos uma rua com árvores e bancos para se sentar. Conheça e aproveite esses lugares - você até pode criar uma lista de “locais secretos” perto de casa para visitar quando sentir que precisa respirar um pouco.

6. A maioria dos seus pensamentos é a mesma todos os dias

No momento em que você acorda, a sua cabeça vai sendo lentamente inundada pelos mesmos pensamentos de sempre. Eu trabalho com isso, eu gosto dessa pessoa, não gosto daquela, tenho medo disso e vontade daquilo. É como se a mente baixasse um arquivo com dezenas de informações, que eram as mesmas ontem, antes de ontem, e no dia anterior.

Isso dá origem a um ciclo de pensamentos que vão se repetir ao longo do dia, até você ir deitar novamente - e talvez seu último pensamento do dia também seja o mesmo: amanhã eu espero que algo seja diferente.

O autor James Altucher compartilha um hábito que pode quebrar esse ciclo: todos os dias, escreva 10 ideias. Podem ser propostas de negócios, frases para usar num primeiro encontro, novos lugares para jantar, e assim por diante.

As ideias não precisam ser boas, elas só precisam vir da sua mente, obrigando a criação de novos pensamentos a cada dia. Essa é uma forma simples de quebrar o ciclo, caso você sinta que está vivendo o mesmo dia várias e várias vezes, ganhando mais autonomia para construir a sua vida de uma nova maneira!

7. Você não tem motivos pessoais

Você vê as pessoas nas redes sociais perseguindo metas, seguindo processos, falando sobre propósito, e sente-se inspirado com esses conteúdos; mas não faz a menor ideia de como seguir uma jornada parecida.

Eu não estou falando sobre um grande propósito de vida como acabar com a fome no mundo ou algo do tipo, mas sobre ter motivos pessoais para as suas ações. Veja as perguntas abaixo, e se a sua resposta for parecida com as minhas sugestões, você vai entender o que eu quero dizer.

Por que você trabalha com isso?

Para sobreviver. Porque eu preciso.

Por que você casou com essa pessoa?

Eu a amo. Nós gostamos um do outro.

Qual o seu objetivo para esse ano?

Ganhar dinheiro, emagrecer, estudar mais (em nenhum dos casos, você sabe dizer quanto). Tirar umas férias legais. Eu não sei.

Tome muito cuidado com este sinal, pois ele está no centro de todos os outros. Quando você não tem motivos pessoais para fazer algo, os dias se repetem, os pensamentos se repetem, as conversas se repetem, os caminhos se repetem - tudo é igual, pois não há razão para mudar.

Lembre-se do que separa um protagonista e um figurante: protagonistas tem objetivos, e agem para construir a própria história. Eles sabem onde querem chegar no final, e por isso criam caminhos que as outras pessoas jamais vão percorrer.

8. Você reage aos outros

A maioria das suas ações acontece como uma reação a alguém. Se te perguntarem por que você fez algo, a resposta é “porque ele (ou ela) fez isso antes”.

Isso significa que as suas ações estão sendo controladas por emoções: alguém teve um comportamento, isso te deixou com com raiva, ou triste, ou até mesmo feliz, e as suas atitudes foram baseadas nessa emoção, como impulsos, ou o disparo de um gatilho.

Mais uma vez, falta controle - nesse caso, o controle emocional.

Viktor Frankl, psiquiatra que foi aprisionado em campos de concentração e fez observações sobre a saúde emocional de seus companheiros em terríveis condições, afirmou o seguinte: Entre o estímulo e a reação há um espaço. Neste espaço está nosso poder de escolher nossa resposta. E nessa resposta reside o nosso crescimento e a nossa liberdade.

Comece a treinar o controle das suas respostas com atitudes simples. Quando algo acontecer, pare por um segundo e pense - como eu posso agir agora? Treine esse pensamento quando seu estado emocional estiver calmo, e com o tempo você terá condições cada vez melhores de acessá-lo mesmo em momentos de ansiedade, raiva ou tristeza.

9. A maioria dos seus gostos é algo famoso

Os filmes que você gosta encheram os cinemas, as músicas que você mais escuta são (ou ao menos foram) famosas, os livros que você leu foram campeões de venda, a sua visão de mundo e as suas opiniões são muito parecidas com as dos jornais ou de influenciadores famosos.

Se eles não são os mais famosos no geral, são os mais famosos num nicho específico com o qual você se identifica (filmes de terror famosos, ou músicas românticas famosas, por exemplo).

Não há nada de errado em ter gostos comuns, por si só, mas é sempre válido buscar possibilidades que estejam além dos holofotes. Isso permite formar escolhas que são menos influenciadas pela mídia, ou pelas redes sociais, e ajudará até mesmo a discernir entre as ideias que você realmente acredita e as que está repetindo por nunca ter confrontado.

10. Você se sente incapaz de ter uma verdadeira livre escolha

Quando foi a última vez que você parou, refletiu e fez uma escolha com base no seu coração? Para quem está sendo figurante na própria vida, talvez a própria pergunta não tenha sentido, pois agir com o coração parece algo utópico, reservado para os protagonistas dos livros - e é justamente esse o ponto.

Para ser protagonista, muitas vezes é preciso ir contra o que parece lógico ou racional, cultivando uma espécie de loucura controlada. Pense em quantos momentos você sentiu que um caminho era certo, mas escolheu o outro, porque as outras pessoas acreditavam que o certo era ele. Em cada um, você perdeu uma oportunidade para transformar sua vida e mostrar algo novo a todos ao seu redor!

Toda vez que você toma a decisão difícil e correta, você se torna um pouco mais corajoso, e toda vez que você toma a decisão fácil e errada, você se torna um pouco mais covarde. Ben Horowitz.

Conclusão

A diferença entre figurantes e protagonistas não é o número de desafios em sua vida, os recursos disponíveis ou a força do adversário, mas a forma como eles enxergam o mundo, e os caminhos que escolhem seguir.

Se você percebeu que está sendo figurante na própria vida, saiba que sempre é possível mudar, assumindo a responsabilidade e transformando o seu interior, para então transformar tudo por fora. Será uma jornada de autoconhecimento e autoterapia, que te levará ao próximo nível, onde você encontrará as ferramentas certas para ganhar cada vez mais controle sobre o seu destino!

Artigo publicado em:
08/03/2022
foto romanni

Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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