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O que é o complexo de rejeição, e como lidar com ele?

Embora a rejeição seja um sentimento comum, o complexo de rejeição não se encaixa nessa categoria de normalidade. Como veremos, ele causa uma visão incorreta sobre o mundo, prejudicando a relação que a pessoa tem consigo mesma, e as que mantém com todos ao seu redor.

Todos nós, em algum momento da vida, já fomos rejeitados. Em diversos aspectos - do trabalho ao amor - o desprezo e a recusa são acontecimentos que fazem parte da vida de todos, e aprender a ressignificá-los é essencial para uma saúde mental plena e livre de traumas.

Ademais, embora a rejeição seja um sentimento comum, o complexo de rejeição não se encaixa nessa categoria de normalidade. Como veremos, ele causa uma visão incorreta sobre o mundo, prejudicando a relação que a pessoa tem consigo mesma, e as que mantém com todos ao seu redor.

O que é o complexo de rejeição?

Caracterizado principalmente pelo medo incessante de ser rejeitado, o complexo de rejeição trata-se de uma crença de reprovação constante, levando a pessoa a não se sentir aceita mesmo nos ambientes e relacionamentos onde ela é bem-vinda.

Muitos são os prejuízos na vida de uma pessoa que sofre com o complexo de rejeição. São características comuns desse problema a presença do pessimismo exacerbado, baixa autoestima e dificuldade em criar laços sociais. Tudo isso age como um grande sabotador do crescimento pessoal desse indivíduo em diversos aspectos da vida.

Ademais, o complexo de rejeição atua como um bloqueio para relações interpessoais saudáveis, agindo como um facilitador para relacionamentos abusivos conforme a pessoa acredita que os outros podem agir de forma negativa, visto que ela não tem valor para encontrar algo melhor.

Complexo de rejeição: Quais os prejuízos?

Uma pessoa com complexo de rejeição possui uma visão muito negativa de si, não se reconhece como merecedora de conquistas e está sempre se sentindo inferior; convicta de que as pessoas não as valorizam porque existe algo muito errado com sua maneira de ser. 

Tal comportamento leva a um ciclo vicioso de compensações e agrados na tentativa de adquirir a aceitação do outro. Pessoas com complexo de rejeição assumem um comportamento subalterno, buscando a todo momento servir e agradar o mundo inteiro.

A consequência dessa busca incessante por atenção, respeito, reconhecimento e carinho é uma autoanulação de suas vontades.

Ademais, quando todo seu esforço não é reconhecido e esse indivíduo é rejeitado, acarreta em um enorme impacto negativo na vida daquela pessoa, que se sente triste, decepcionada e ignorada, reforçando o sentimento de rejeição mais uma vez e alimentando um ciclo sem fim de agrados e abandonos.

Como desenvolvemos o complexo de rejeição?

Muitas são as motivações para o desenvolvimento de um complexo de rejeição, e para identificarmos com clareza é preciso que seja feita uma análise com mais individualidade, por meio de uma terapia.

Entretanto, podemos afirmar que o complexo de rejeição normalmente se deve a traumas emocionais ou psicológicos vividos, principalmente, na infância ou adolescência. O complexo se manifesta como uma defesa cerebral na tentativa de evitar que esses momentos de dor e trauma voltem a acontecer.

De uma forma geral, somos raramente preparados para lidar com frustrações e demonstração de sofrimento. Na infância mesmo, ainda é muito presente o ditado “homem não chora” ou “não fica triste com isso, é besteira”.

Além disso, dificilmente encontramos apoio ou orientações quando somos rejeitados - seja num namoro ou na seleção para algo que gostaríamos de fazer - e ainda é muito comum a cultura de “ela só precisa de um tempo”.

Acontece que não existe um só caminho nem uma só idade para adquirir um complexo de rejeição. É a forma como lidamos com a rejeição em várias fases da vida que irá definir o desenvolvimento ou não o início de um complexo.

Por isso é preciso que estejamos sempre atentos às nossas emoções, como nos vemos e como nos posicionamos diante às novas tentativas de encarar experiências que um dia significaram a rejeição para nós.

Quais as principais características do complexo de rejeição?

Pessoas com complexo de rejeição apresentam alguns sinais bastantes característicos, mas vale lembrar que um autodiagnóstico baseado somente na presença dessas características é vago demais, então sempre que possível busque um profissional capacitado para te orientar.

Pessimismo exagerado: Pessoas pessimistas estão sempre à espera das coisas darem errado. No complexo de rejeição esse pessimismo se manifesta de forma exacerbada, a pessoa não consegue ao menos tentar, pois já está convicta do caos. 

Tal mentalidade impede que esse indivíduo inicie novos ciclos, pois está sempre se auto sabotando com pensamentos do tipo “não irei fazer porque não vai dar certo”. É como se ele já se rejeitasse, para não dar essa chance à outra pessoa ou situação.

Não conclui tarefas: Uma pessoa que sofre com complexo de rejeição está sempre convencida de que não tem capacidade de terminar aquela tarefa, ou nem possui vontade de concluí-la, pois está sempre com a mentalidade de que o resultado irá desagradar os outros.

Portanto, na tentativa de não receber o feedback negativo, ele deixa de terminar ou  realizar determinada ação. Esse comportamento é muito comum em ambientes de trabalho.

Necessidade em agradar:  Existe um ditado muito comum que diz : “é impossível agradar gregos e troianos’’. Certamente, quando agradamos alguém é difícil agradar outra pessoa com a mesma ação, e isso é super comum, vivemos em uma sociedade plural onde as pessoas têm diversas personalidades e desejos. 

No entanto, na cabeça da pessoa que sofre com complexo de rejeição essa lógica não existe e a mesma se encontra a todo momento tentando agradar a todos à sua volta. O medo da rejeição faz com que esse sujeito esteja constantemente se anulando na tentativa de agradar os outros, seja de forma consciente ou inconsciente.

Isolamento social: Por outro lado, o medo de ser rejeitada pode fazer com que a pessoa busque isolamento na tentativa de se proteger de situações e terceiros que de alguma forma as recusem. Esse isolamento inclui o afastamento da família e amigos, e a longo prazo ele pode acarretar em problemas psíquicos como ansiedade e depressão.

Timidez: A timidez se manifesta como um mecanismo para não opinar ou participar de determinados assuntos com medo de expor sua opinião sobre o tema e ser mal interpretado ou questionado de forma negativa. A pessoa com complexo de rejeição possui medo de se expor e não ser aceito, por isso usa o silêncio quando não pode se esconder.

Conclusão

Quando nos sentimentos rejeitados, cabe a nós vencer esse sentimento interior. Comece a exercitar o pensamento de que você é sim bom o suficiente, interessante, inteligente e merecedor de felicidade e sucesso.

Aqui no Movimento Transformacional nós temos um nome para essa forma de ver o mundo: Eu sou o prêmio! É a ideia de que, por onde passo, estou levando algo positivo, e as outras pessoas terão sorte por fazer parte da minha vida.

Lembre-se, todos nós estamos sujeitos a encontrar pessoas maldosas que irão nos rejeitar, mesmo quando somos bons para elas. Afaste-se dessas pessoas e de toda negatividade e crenças limitantes que elas trazem. 

Ademais, aceite que da mesma forma que você não gosta de todo mundo, nem todo mundo irá gostar de você, e tudo bem, apenas siga em frente, pois outras pessoas que te valorizam te aguardam em seu futuro.

Por fim, só o amor próprio cura. Para ter uma vida plena, sem a necessidade de provar que merece ser aceito, é preciso se aceitar, gostar de si e valorizar suas qualidades. Quando nos posicionamos dessa forma, a valorização e aceitação vindas do outro acontecem naturalmente.

Artigo publicado em:
25/02/2022
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Romanni Souza

Criador da Hipnose Transformacional, graduado em psicologia pelo Unipam, e pós graduado em neurociências pela PUCRS. Fundador do Instituto Romanni, com mais de 20 mil pessoas transformadas.

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